As diferenças entre poço artesiano e água tratada

Entenda porque a água tratada é o melhor para a sua saúde e o meio ambiente.

26 de maio de 2020 às 00h00.

As diferenças entre poço artesiano ou água tratada

Entenda porque a água tratada é o melhor para a sua saúde e o meio ambiente.

Na 23ª Sessão Ordinária, os Vereadores chamaram a atenção para uma questão importante: moradores da Comunidade do Caxixe estão optando por usar águas de poços artesianos ao invés da água tratada pela Companhia Espirito Santense de Saneamento – Cesan. Existem diferenças entre ambas e, a mais adequada para a sua saúde, é a água tratada.

 

A água potável está fortemente relacionada à qualidade de vida, saúde pública e desenvolvimento humano. No Brasil, são 35 milhões de pessoas sem acesso à água tratada. Anualmente, ocorrem cerca de 340 problemas gastrointestinais gerados, principalmente, pelo consumo de água sem tratamento. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), essas internações estão entre as principais causas de morte infantil no mundo. E, por isso, é tão importante pensar em tratamento de água.

 

O Brasil estabeleceu pela primeira vez padrões de potabilidade da água, em âmbito federal, através do Decreto Federal nº 79.367 em 1977. Ficou estabelecido que o Ministério da Saúde seria o responsável por observar a potabilidade da água em todo Brasil.

 

A água de poço, deve ser consumida somente em locais onde a água tratada da rede pública não chega. Se você utiliza, tome bastante cuidado! Embora pareçam inofensivos, escondem riscos à saúde e ao meio ambiente. Os poços artesianos podem conter água contaminada e causar doenças na população, quando não tratada adequadamente, além de contribuir com a escassez de água de aquíferos, se desperdiçada.

 

As doenças causadas por água contaminada são:

  • Hepatite A
  • Giardíase
  • Amebíase ou Disenteria Amebiana
  • Febre Tifoide
  • Cólera
  • Ascaridíase ou lombriga
  • Leptospirose

A água cristalina e sem odor, não é garantia de potabilidade (ou ausência de perigo no consumo), a recomendação é que, sem caracterização e tratamento, eles sejam utilizados para fins não potáveis, como limpeza e jardinagem.

É importante destacar que a construção de poços artesianos fora dos padrões do Ministério da Saúde é considerada ilegal e gera prejuízo para o meio ambiente.

 

Estágios do tratamento de água

A Captação é o primeiro procedimento e consiste na retirada de água dos rios ou de poços. A diferença de tratamento começa logo nessa fase, visto que a água de poço precisa passar apenas por cloração, enquanto a retirada de rios terá estágios adicionais.

 

O segundo processo é a adução e compreende o processo de transporte da água em duas direções possíveis. A primeira é levando a água in natura para a Estação de Tratamento de Água (ETA), e a segunda levando água já tratada para um sistema de distribuição. Dependendo da altitude da fonte de água e da ETA, a água pode ser encaminhada por gravidade ou recalque.

 

Na ETA é onde se inicia o tratamento de fato e onde a água recebe cloro pela primeira vez. O cloro vai ajudar a separar, junto com carvão ativado, moléculas dissolvidas na água que causam gosto e odor.

 

A água prossegue passando pelo processo de coagulação, onde a água recebe sulfato de alumínio, e em seguida para a Floculação, no qual a sujeira da água é agrupada. Na Decantação, essa sujeira desce para o fundo do tanque e a água limpa segue por gravidade para o próximo processo.

 

A água que é recebida agora no processo de Filtragem está livre de 95% das impurezas. Os filtros irão finalizar o tratamento com uso de carvão ativado, areia e pedregulhos.

 

Por fim, a água passa por uma bateria de testes que incluem: PH, turbidez, quantidade de cloro, temperatura, alcalinidade, metais e cor.

 

A água já está potável, mas a companhia de saneamento é responsável pela sua distribuição e conservação, o que leva a necessidade de três processos adicionais.

 

O primeiro deles é a Correção de PH, que consiste em colocar cal na água para reduzir acidez. Devido aos processos anteriores, ela pode estar tão ácida que poderia corroer os encanamentos na distribuição.

 

A segunda etapa é a Fluoretação, o qual se insere flúor na água conferindo a capacidade de prevenir cáries. Esse procedimento é uma medida de saúde pública, determinada em Lei no Brasil desde 1974.

 

Um impacto positivo dessa ação foi observado no Espírito Santo, onde houve uma redução de 67% das cáries na população abastecida pelo Baixo Guandu em um período de 14 anos. O sistema de abastecimento foi um dos primeiros no Brasil a tratar água com flúor.

 

cloridificação é a última etapa do processo. Aqui o cloro funciona como um conservante que vai proteger a água de contaminantes até chegar às residências.

 

Fonte: EOS Consultores

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