Representante da Ascaveni faz o uso da Tribuna Livre da Câmara

Na 43ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Venda Nova do Imigrante, o representante da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Venda Nova (Ascaveni), Noel Zeferino, fez o uso da Tribuna Livre para fazer um balanço sobre o trabalho realizado pela Instituição. Noel trouxe dados interessantes e que muito revelam sobre a Coleta Seletiva em nossa cidade.

A Ascaveni foi criada em 2014 com o objetivo de realizar a triagem dos materiais recicláveis e dar a destinação correta a eles. Porém, a ideia da coleta surgiu antes, no Bairro da Vila da Mata e a sua Associação de Moradores, que separavam os resíduos e os destinavam para um local fora do Município. Assim nasceu a Ascaveni, para suprir uma necessidade de Venda Nova.

Com o nascimento da Associação, a questão que surgiu foi: onde colocar a sede? Noel responde: “Em um local que pudesse aproveitar a mão de obra local”. E assim foi definido que seria na Viçosinha. A Prefeitura cedeu o espaço, próximo às baias, e as famílias da comunidade e vizinhança foram trabalhar lá.

Um ponto muito defendido por Noel é que a associação deveria, e deve, andar com as próprias pernas. “A Associação não quer depender da Prefeitura, mas quer ser uma parceira”, afirmou. Hoje a Ascaveni está organizada e conta, inclusive, com seu próprio Contador, que a auxilia nas questões burocráticas.

 

Quando começou, a Associação contava com seis pessoas trabalhando, em 2019 o número mais que dobrou, totalizando 13 membros. Importante ressaltar que a maior parte era de mulheres. Elas que faziam todo o trabalho pesado.

 

Em 2014, apenas os bairros Vila da Mata e Providência possuíam a coleta seletiva, hoje são 22 bairros e comunidades atendidos. Esses números demonstram o rápido crescimento e expansão da Ascaveni, participando, inclusive, de grandes eventos, como a Festa da Polenta e do Morango. 

 

 

Mas o que é a Coleta Seletiva? E como funciona o processo?

 

A Coleta Seletiva é a separação dos materiais que podem ser reaproveitados ou reciclados, como plástico, papel e outros. A Prefeitura faz a coleta nos bairros e leva para a Associação. Lá ele é despejado, após isso, passa por uma triagem, separando cada item no seu local correto. O plástico, inclusive, é dividido por cor, visto que cada uma tem um valor diferente. “Também recolhemos vidro, mesmo não sendo rentável. Antes ele não tinha destinação e ia para o aterro”, explicou Noel. Após ser separado, o material vai para a prensa e são feitos fardos de 220 kg cada.

 

A quantidade de caminhões que vão até a Associção mudou: no início, era de um a dois caminhões por semana. Atualmente, são até três por dia. E a tendência é aumentar, principalmente com a conscientização da população.

 

Os números impressionam! Foram 239 toneladas de material retirados da rua em 2019, até o momento. No primeiro ano foram 95 toneladas. Foram mais de 973 toneladas desde 2014, gerando uma economia de mais de 88 mil reais em aterro sanitário.

 

Importante destacar que todo esse material iria para o aterro, porém ainda tem muita coisa que acaba indo ao invés de ir para a Ascaveni, pois as pessoas não colocam o lixo nos dias e horários adequados ou não realizam a separação.

 

Noel destacou que a Ascaveni não recebe subsídio da Prefeitura. Todo o dinheiro é retirado do material que é triado e vendido. Quanto mais material é recolhido, mais a Associação recebe. O Poder Executivo fornece o suporte técnico e o caminhão. O representante aproveitou o momento para agradecer à Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

 

De acordo com Noel, a Ascaveni divulga o seu trabalho com visitas de escolas e instituições, para “Mudar a cabeça dos adultos com as crianças, elas cobram dos pais em casa”, destacou.

 

Noel também falou sobre as coisas estranhas que acabam indo parar na Associação, como bolsas de sangue e seringas. É necessário que as pessoas tenham o cuidado com o que é descartado, tanto no lixo comum quanto com o seco. Alguns materiais apresentam problemas para a saúde dos seres humanos e para o meio ambiente.

 

Planos para o futuro

 

Segundo Noel, o principal objetivo para o futuro é atingir 100% de Venda Nova com a coleta, além disso, ele também listou: conseguir uma empilhadeira ou elevador para melhorar a forma de carregamento, melhorias no espaço da Ascaveni, como esteira, banheiros independentes, refeitórios, visto que utilizam o da baia da Prefeitura, pois o espaço é compartilhado.

 

Noel terminou a sua fala com um apelo: “nos ajudem a fazer esse trabalho!” e recebeu uma salva de palmas do público presente.


Assessoria de Comunicação Câmara Municipal Venda Nova do Imigrante

Data de Publicação: quarta-feira, 13 de novembro de 2019

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